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Modernização dos Sentidos. Hans Ulrich Gumbrecht

1 visita desde 27/10/2009 às 1h41. Usuário cadastrado desde 16/08/2008.
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Modernização dos Sentidos. Hans Ulrich Gumbrecht 1948. Tradução de Lawrence Flores Pereira. Coleção Teoria. Editora 34, 1ª. edição, 1998, 319 páginas. Tamanho padrão: 21 x 14 x 1,8cm. Peso: 700 gramas. (Livro esgotado, raro, novo, em perfeito estado de conservação). Preço: R$120,00 mais o frete. Resumo: A caracterização da Modernidade como velocidade, impõe o contínuo processo de interpretar o presente e antecipar o futuro. A exigência de ser moderno implica não apenas a constante atualização, que pode encontrar na experiência tecnológica algum paliativo, mas também a exigência de novas possibilidades de ação. No ensaio Cascatas de Modernização, Gumbrecht continua sua história da modernidade, agora entendida como ondas sucessivas desde o final da Idade Média. 1) A primeira cascata de modernidade tem início com a descoberta do Novo Mundo e a invenção da imprensa, metonímia de um processo geral de crise da autoridade do escrito e da desmaterializaçã o da cultura, ou seja, o afastamento do corpo e suas marcas do processo de produção de sentido. Nesse momento surge o tipo de subjetividade ocidental, marcada pela oposição sujeito e objeto. O sujeito assume a função de um observador de primeira ordem, responsável pela produção de conhecimento sobre um mundo de objetos que inclui o seu próprio corpo. 2) A segunda onda corresponde ao período entre 1780 e 1830, caracterizado como "modernidade epistemológica". É o surgimento do "observador de segunda ordem", ou seja, a validade do conhecimento produzido precisa ser testada em suas condições de produção, o sujeito de conhecimento torna-se ele mesmo objeto. É possível então produzir inúmeras representações diferentes sobre um mesmo ponto: "Nenhuma dessas múltiplas representações pode jamais pretender ser mais adequada ou epistemologicame nte superior a todas as outras". A historicização de amplas camadas da realidade, acompanhadas do processo de narrativização, responde a essa crise de consciência provocada pela multiplicação das representações. 3) O terceiro momento, denominado alta- modernidade, teria lugar com as vanguardas de início do século XX, que consolidaram a noção do moderno como constante auto-superação. Os resultados da multiplicação das representações parece agora extrapolar as soluções produzidas pelo processo de historicização, são visíveis os primeiros sintomas de erosão do campo hermenêutico aberto na primeira modernidade. 4) Finalmente, no final do século XX, Gumbrecht identifica aquilo que chama de pós-modernidade, cujos vagos sintomas eram apontados na "onda nostálgica". O momento presente apontaria para a anulação dos efeitos acumulados pelas sucessivas cascatas de modernidade. O campo hermenêutico, o "tempo histórico", a aceleração do tempo, e as respostas tradicionais à "crise da representação" teriam seus efeitos sobre o presente profundamente relativizados. Com a passagem para as sociedades pós-industriais e a crise das últimas filosofias da história, nossa relação com o futuro se inverte. Se na cultura histórica moderna o futuro é o lugar onde se busca a ampliação dos modelos para atuação no presente, nas últimas décadas o futuro estreita-se, esvaziando-se de utopias políticas, agora revertidas na insegurança geral produzida por um modelo de desenvolvimento mundial que parece levar ao desastre ambiental. A vaga cultura nostálgica transforma-se em um desejo de viver no passado, embora não mais o passado profundo da cultura histórica, mas um tipo de passado superficial, caracterizado por sua materialidade e usos em cenários de simultaneidade de referências. Ao contrário de outros teóricos da "pós- modernidade" que apontavam para o enfraquecimento da cultura histórica, sem, muitas vezes, propor que tipo de história poderia então ser produzido, Gumbrecht irá enfrentar o desafio de escrever uma história capaz de anular os efeitos acumulados da modernidade. Fonte do texto (parcial): Valdei Lopes de Araujo - Professor Adjunto da Ufop.
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